Presentes…

Posted On Dezembro 26, 2008

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Eu teria muito o que “reclamar” de 2008, várias facetas da minha vida foram dignamente bombardeadas por ele e todos os mil demônios azuis do mar da sibéria. Mas, entre mortos e feridos, salvaram-se todos, e aparentemente, de novembro pra cá, as coisas têm tomado um rumo um tanto quanto mais suave…

Ganhei uma xícara, que o andré carinhosamente diz que serviria para um gato tomar leite ou um passarinho tomar banho. Vintage, da kellog´s, do fabiano.

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Também, como podemos todos perceber, tenho acentos. Devo isso ao fato de ter um pc novo, que veio muito, muito melhor do que a encomenda.

Me presenteei com 5 canetinhas especiais pra ilustração de fabricação brasileira (Magic color, e funcionam muito bem), além de equipamentos para camping que há muito eram necessários (leia-se, barraca).

Estou quase completamente curada da detox de paroxetina (e só nessas horas a gente encontra notícias de que lá fora rola muito processo contra o fabricante do veneno…), os brain zaps e náusea sumiram completamente, sem eu nem ter que tomar os 5mg finais.

A vida é bela.

Ostara

E chegou a primavera.

Como todos os outros dias de celebrações da roda do ano, foi um dia ‘cheio’, mesmo n saindo de casa. Desenhei bastante, comi bem, me senti bem.

Comemorei um pouco atrasada, mas o fiz. E fiquei muito triste de ainda n conseguir comemorar como outras pessoas, por exemplo:

por Carolina Gonzalez

Esse é um altar de Mabon, já que a pessoa está no hemisfério norte. Ainda assim, transmite tudo que eu gostaria de conseguir (e poder) fazer no meu altar. Frutas, decoração, imagens, tecido.

Mais uma coisa para me motivar a continuar nessa jornada. (= um dia ainda vou estar em algum lugar que celebre com uma grande festa como lá nos estados unidos ou europa. fico babando quando vejo as fotos.

Agora às minhas fotos..

Montanha-russa

Posted On Setembro 6, 2008

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(excepcionalmente sem acentos)

Tem sido dificil, nao vou mentir. As vezes me pergunto se realmente eh normal ou se eu poderia me esforcar mais. Eh uma coisa ambigua, um circulo vicioso. Preciso melhorar, levantar, de energia, pra poder lutar contra isso. So que `isso`, esses sentimentos todos, essa condicao, nao me deixa ter energia. E vira tudo uma bola de neve.

Meus problemas aumentam ao passo que minha energia diminui. Meus erros pioram ao passo que eu entro em crise. As vezes apenas escrever uma carta pra alguem com quem nao falo ha mais de dois anos faz com que eu caia novamente. Ou lembrancas que aparecem do nada. Me sinto fragmentada, vulneravel. Tendo que lidar com coisas demais, tudo ao mesmo tempo. Eh claro que o mundo nunca vai parar de girar para que eu possa acompanhar o ritmo como antes. E eu tenho tentado.

E as vezes me pergunto se realmente tenho tentado. Ja nao sei mais. Tenho poucas certezas sobre as coisas, na verdade, sobre sentimentos. E sobre vontades. Preciso de ajuda, mas nem sempre ajuda esta disponivel e eu tambem preciso aprender a lidar com isso sozinha. Mas me sinto lidando com isso sozinha o tempo todo. A vida toda. Eh tudo tao confuso e tao incerto.

Essa montanha russa me incomoda, e muito. Nem eu me aguento as vezes.

o mesmo velho problema de sempre

Posted On Agosto 24, 2008

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Vira e mexe, a questão do direito ao aborto (ou no mínimo a descriminalização) volta à tona na justiça brasileira. É bem pouco, é verdade, mas tem acontecido mais esse ano.

Estava lendo essa matéria. Concordo que é legal (nos dois sentidos, de bom e de válido judicialmente) ouvir várias fontes de referência antes de tomar uma decisão. Acredito que o estado deveria ser laico, e até posso dar um desconto e ‘considerar’ que ouvir representantes de diversas religiões (mas não todas) do país possa representar os seus seguidores (o que não é bem verdade, visto que as Católicas pelo direito de decidir vão contra o que os homens católicos no poder diriam).

Mas daí ouvir o CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) dizer que “O aborto de feto com anencefalia é uma pena de morte decretada contra um ser humano frágil e indefeso”. Na nota, a CNBB argumenta que todos têm direito à vida é outra história. Véri uél, como diria novela da globo antigamente. Primeiro de tudo que Bispo pra mim só opina quando parir. Ponto. Segundo, se é assim, revoguem a lei que permite o aborto resultante de estupro. Todos têm direito à vida, não é mesmo? Porque uns podem e outro não? Não são seres humanos frágeis e indefesos nos dois casos? (ok, caso de estupro nem ser humano ainda é, só um amontoado de células que podem, veja bem, podem criar um ser humano no prazo devido).

E a mãe que vai sofrer? E a mãe que por políticas mal implantadas pelo governo já tem 4 filhos e não consegue ter mais um? Ela não é um ser humano frágil e indefeso? É, acho que idade conta.

Eles se preocupam tanto com crianças que nem nasceram ainda, mas nem dão conta das milhões que vivem em situações bem piores…